A dor no joelho é uma queixa frequente entre praticantes de musculação e pode surgir por diferentes motivos: sobrecarga, fraqueza muscular, patologias ou execução incorreta dos exercícios.
No entanto, com os ajustes adequados no treino, é possível continuar evoluindo e até melhorar o quadro de desconforto.
Importância do fortalecimento muscular
O fortalecimento do glúteo médio é essencial para a proteção dos joelhos. Pesquisas mostram que pessoas com mais força nesse músculo apresentam menor sobrecarga articular durante atividades funcionais, o que contribui para a redução de dores e prevenção de lesões.
Agachamento profundo e segurança articular
O agachamento profundo pode ser realizado com segurança, desde que não haja dor na execução. Evidências científicas indicam que essa variação impõe menos estresse aos joelhos em comparação ao agachamento parcial, pois exige cargas menores para gerar estímulo muscular eficaz.
Exercícios em cadeia cinética
Tanto os exercícios de cadeia cinética fechada (como o agachamento) quanto os de cadeia cinética aberta (como a cadeira extensora) podem ser aplicados em protocolos de reabilitação ou no manejo de condições como a osteoartrite do joelho. Estudos demonstram bons resultados na redução da dor no joelho quando há controle da intensidade e atenção aos ângulos articulares.
Amplitude de movimento e controle da dor no joelho
Quando a dor se manifesta durante o treino, recomenda-se limitar a amplitude de movimento até o ponto indolor e aumentá-la gradualmente conforme houver melhora no quadro. Esse cuidado evita agravamentos e promove uma evolução segura.
Estratégias de carga e repetições
Durante o programa de treinamento, é indicado utilizar cargas leves e maior número de repetições. Essa abordagem reduz a sobrecarga articular e ainda assim gera resultados de hipertrofia muscular semelhantes aos treinos com altas cargas.
A importância de buscar diagnóstico médico
Quando as dores no joelho são recorrentes, é fundamental consultar um médico especialista para obter um diagnóstico preciso. Somente por meio de exames clínicos e de imagem é possível identificar a causa real do problema, seja uma lesão ligamentar, tendinopatia, desgaste da cartilagem ou outra condição articular.
Um diagnóstico correto não apenas orienta o tratamento adequado, mas também fornece informações valiosas para que o personal trainer consiga prescrever exercícios de forma mais assertiva. Assim, o treino passa a ser adaptado às características específicas da lesão, respeitando limites de amplitude, intensidade e progressão da carga. Dessa forma, a reabilitação é mais eficaz e os riscos de agravamento diminuem significativamente.
“Músculos: Provas e Funções com Postura e Dor” é uma obra essencial para estudantes e profissionais da saúde que buscam compreender a relação entre a anatomia muscular, a postura corporal e os mecanismos de dor.
